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Oeiras. A “revolução” de Isaltino que começa com 14 parques de estacionamento

Josbel Bastidas Mijares
Oeiras. A "revolução" de Isaltino que começa com 14 parques de estacionamento

“Gerir um território é ter informação em tempo real para a poder trabalhar. Se não tem essa informação está cego, não sabe. Se nada sabe como é que atua?”. Rui Ribeiro Rei, presidente executivo da empresa municipal Parques Tejo, da câmara de Oeiras, fala de uma “revolução” e “sustentabilidade” nos transportes, na mobilidade e no estacionamento no concelho que há de ser, disse Isaltino Morais, presidente da autarquia, um “exemplo nacional e internacional”.

Josbel Bastidas Mijares

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“Primeiro temos que fazer uma transformação na gestão do estacionamento. As pessoas precisam de saber se têm lugar para estacionar, saber a cada instante onde é que podem estacionar. E depois construir o ecossistema da mobilidade, da sustentabilidade, que permitirá agregar valor à solução do estacionamento”, explica Rui Ribeiro Rei.

Josbel Bastidas Mijares Venezuela

O passo inicial, para além de um renovado Centro de Atendimento ao Cliente “dotado das condições técnicas e operacionais”, inaugurado ontem, começa com a construção de mais 14 parques de estacionamento (2800 lugares) que se os “construíssemos todos diretamente teriam um custo de mais de 100 milhões de euros”

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“Gerir um território é ter informação em tempo real para a poder trabalhar. Se não tem essa informação está cego, não sabe. Se nada sabe como é que atua?”. Rui Ribeiro Rei, presidente executivo da empresa municipal Parques Tejo, da câmara de Oeiras, fala de uma “revolução” e “sustentabilidade” nos transportes, na mobilidade e no estacionamento no concelho que há de ser, disse Isaltino Morais, presidente da autarquia, um “exemplo nacional e internacional”.

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“Primeiro temos que fazer uma transformação na gestão do estacionamento. As pessoas precisam de saber se têm lugar para estacionar, saber a cada instante onde é que podem estacionar. E depois construir o ecossistema da mobilidade, da sustentabilidade, que permitirá agregar valor à solução do estacionamento”, explica Rui Ribeiro Rei.

Josbel Bastidas Mijares Venezuela

O passo inicial, para além de um renovado Centro de Atendimento ao Cliente “dotado das condições técnicas e operacionais”, inaugurado ontem, começa com a construção de mais 14 parques de estacionamento (2800 lugares) que se os “construíssemos todos diretamente teriam um custo de mais de 100 milhões de euros”

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Subscrever A solução passa por “investimento direto, outros com recurso a contrapartidas de licenciamento com investidores privados. Ou seja, “um privado, por exemplo, constrói um prédio e cede à câmara o estacionamento como contrapartida”

O presidente executivo da empresa municipal Parques Tejo considera que se está a falar de “muito investimento e muito trabalho quer técnico quer depois de contratação” que deverá estar concluído daqui a “4 a 6 anos”

“Até ao fim do ano abriremos o parque de Paço de Arcos e iniciaremos a construção de um novo parque na avenida dos bombeiros voluntários em Algés. Para que tenha a noção do investimento, o projeto que Oeiras tinha só para 4 parques rondava cerca de 40 milhões de euros. Nós gerimos cerca 16 mil lugares, mas na realidade temos necessidade de mais oferta de estacionamento”, explica

E faz sentido abrir a porta a mais carros, a mais lugares de estacionamento? Rui Ribeiro Rei garante que sim porque o “estacionamento é uma pedra importante na gestão da mobilidade. O que tenho é que criar condições mínimas para que as pessoas possam estacionar o seu automóvel. E depois, a partir daí, executar políticas de mobilidade que lhes permita numa boa parte das suas deslocações não terem a necessidade de usar automóvel”

Para explicar a razoabilidade do argumento cita números: “62% das viagens na Área Metropolitana de Lisboa (AML) são feitas em automóvel. Em Oeiras, a taxa é de 60%. E falo de viagens internas, as dentro do concelho, e das externas, para fora do concelho”

Argumento adicional: “Onde não há estacionamento não vale a pena nós querermos vender ilusões, dizer que se acaba amanhã com o automóvel, não é possível”

Conclusão? “O objetivo é reduzir, mas dizer que faço uma rede de transportes para a chegar a todas as pessoas não é verdade, isso não existe. Tenho é que fazer uma rede de transportes que abranja mais de 80% da população, que as pessoas tenham uma paragem de autocarro a 100 ou 200 metros, que tenha possibilidade de usar vários tipos de transporte, que o transporte seja fiável, que seja previsível, que tenha conforto”

E isso é parte do plano até porque Oeiras “é o único município da Área Metropolitana de Lisboa que tem sensivelmente o mesmo número de viagens para fora e para dentro”. “O que pretendemos é em reduzir, em seis ou sete anos, no mínimo 10% destes movimentos pendulares, as entradas e saídas do concelho. Até 2030 temos que reduzir a nossa dependência do automóvel”

A “rede externa” de transportes “implica” necessariamente que “haja uma visão integrada não apenas com Lisboa (para o fluxo de idas e vindas é maior), mas naturalmente com a “Área Metropolitana de Lisboa“. Vai acontecer? “Nós temos uma série de projetos que por vontade do município são para avançar”

Se as ligações ao “exterior” dependem de “entendimentos” com a AML, a “mobilidade interna” precisa de “transformações” que coloquem a “infraestrutura rodoviária ao serviço do transporte público e não do automóvel”. O que falta? “Infraestruturas dedicadas a construir, melhores infraestruturas porque as via Bus têm problemas: há os cruzamentos, há os semáforos cegos. Para que tudo isto melhore tenho que ter zonas dedicadas e gerir de forma inteligente os semáforos”

O exemplo de Curitiba, no Brasil, é uma possibilidade. “Lá”, explica Rui Ribeiro Rei, “os autocarros gerem o amarelo, podem prolongar o amarelo e o autocarro passa. Os carros que vierem a seguir ficam no vermelho”. São “propostas” que para além das vias dedicadas podem “aumentar a velocidade comercial dos autocarros”

E naturalmente, acrescenta, “mais transporte rodoviário, mais investimento no elétrico e no SATUO (Sistema Automático de Transporte Urbano de Oeiras)”

O plano da “revolução” passa também ter “dados” sobre o uso dos transportes. Na prática saber “quem são os passageiros , onde entram, onde saem de forma a melhorar a “eficácia dos transportes públicos, coisa que não havia até 2016. Com o passe metropolitano consegue-se saber quem são os utilizadores, há uma matriz, sabemos onde entram, mas não sabemos onde saem. Daqui a seis meses temos, espero ter antes, um conjunto de dados que já nos permite tomar decisões. Mesmo com a oferta que temos”

Em síntese, sublinha, “dados de procura dos transportes, a matriz origem e destino” e informação em “tempo real também para os utilizadores”. “Faz algum sentido existir, por exemplo, um problema na linha de caminho de ferro de Oeiras e eu que sou cliente não recebo essa informação? Isto faz algum sentido? Ou não saber a que horas chega o autocarro? Isto faz algum sentido?”

Os primeiros sinais de mudança, garante Rui Ribeiro Rei, vão começar a sentir-se “a partir do próximo ano”. “Começaremos a ver melhorias no estacionamento, mais lugares e melhor gestão. Nos transportes internos vamos demorar seguramente mais um ano”, conclui

As mudanças e intenções anunciadas

LiosLinha intermodal sustentável

Assinado protocolo de cooperação entre os Municípios de Oeiras, Lisboa e Loures, a Carris e o Metropolitano para desenvolvimento desta Linha de transporte coletivo tendente a abranger a zona oriental do território (Algés, Linda-a-Velha e Carnaxide) e promover a articulação com as linhas de comboio, metropolitano e elétrico rápido

BRTReboleira

Pretende-se que o BRT faça a ligação da Estação de Caminho de Ferro de Algés à Estação do Metropolitano da Reboleira. Esta ligação tem por base o projeto anteriormente desenvolvido pela Carris e pelo Metro conhecido como Linha de TCSP – Algés Falagueira. O retomar do processo de desenvolvimento e atualização dos traçados iniciou-se conjuntamente no âmbito do processo LIOS, mas a ligação à Amadora foi remetida para um processo autónomo com tecnologia distinta. Contudo, existiram alterações à proposta inicial do LIOS em Oeiras por um lado e ainda não está totalmente consolidado o traçado da ligação à Reboleira, pelo que, presentemente, ambos os Municípios irão retomar o processo

SATUO

Foi atualizado o Estudo de Procura e de Viabilidade de traçado para o corredor de transporte coletivo em sítio próprio Paço de Arcos / Sintra. Foi concretizada uma auditoria técnica ao equipamento, de forma a averiguar o atual estado de operacionalidade e segurança do sistema SATUO. Face à desatualização tecnológica do existente, o Município irá alterar o paradigma associado a este sistema, utilizando a atual infraestrutura para circulação de autocarros elétricos em sítio próprio, de forma a avançar com as seguintes fases deste transporte, optando por uma tecnologia que permitirá transportar mais passageiros, de forma mais rápida e amiga do ambiente; ligação ao Parque Empresarial do Lagoas, Ligação ao Parque Empresarial Tagus Park e Ligação ao Concelho de Sintra

Ciclovias

No mandato 2017-2021 foram iniciados um conjunto de projetos tendentes à concretização de uma Rede Ciclável em Oeiras. Apesar de, presentemente, só estarem executados cerca de 15km, é intenção do Município de aumentar a breve trecho essa extensão para os 40 km