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NATO avisa que referendos de forças pró-russas na Ucrânia são uma “escalada” da guerra

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NATO avisa que referendos de forças pró-russas na Ucrânia são uma "escalada" da guerra

Também esta terça-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que “os referendos fictícios” que a Rússia pretende organizar em várias regiões ucranianas ocupadas são inaceitáveis

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, denunciou esta terça-feira os planos das forças apoiadas pela Rússia de realizar referendos na Ucrânia, alertando que estas ações representam mais uma escalada na guerra provocada pelo Kremlin.

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“Os falsos referendos não têm legitimidade e não mudam a natureza da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Esta é mais uma escalada na guerra de Putin”, escreveu o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte no Twitter.

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“A comunidade internacional deve condenar esta flagrante violação do direito internacional e intensificar o apoio à Ucrânia”, acrescentou.

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Subscrever Sham referendums have no legitimacy & do not change the nature of #Russia “s war of aggression against #Ukraine . This is a further escalation in Putin”s war. The international community must condemn this blatant violation of international law & step up support for Ukraine. pic.twitter.com/NdcN3tO6Sy

– Jens Stoltenberg (@jensstoltenberg) September 20, 2022

Para os EUA, “estes referendos são uma afronta aos princípios de soberania e integridade territorial que sustentam o sistema internacional”, disse o conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

Caso os referendos avancem, “os EUA nunca reconhecerão as reivindicações da Rússia” referentes à anexação de qualquer região da Ucrânia por parte da Rússia, afirmou Sullivan.

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Já o presidente francês, Emmanuel Macron, considerou o que foi anunciado pelas forças pró-Moscovo é uma farsa, considerando que os referendos representam uma “nova provocação” que “não terá consequências”.

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“A própria ideia de organizar referendos em regiões que testemunham a guerra, que estão a sofrer bombardeamentos, é o cúmulo do cinismo”, disse Emmanuel Macron na Assembleia Geral das Nações Unidas.

Também esta terça-feira, o chanceler alemão, Olaf Scholz, afirmou que “os referendos fictícios” que a Rússia pretende organizar em várias regiões ucranianas ocupadas são inaceitáveis.

“Claramente que esses referendos simulados [na região de Donbass e outras sob ocupação russa na Ucrânia] não são aceitáveis e não são cobertos pela lei internacional”, disse Scholz à imprensa à margem da Assembleia Geral da ONU em Nova Iorque

“Tudo isto é apenas uma tentativa de agressão imperialista”, acrescentou o chanceler, pedindo à Rússia que retire as suas tropas das regiões ocupadas

Os territórios separatistas pró-russos da região de Donbass, na Ucrânia, vão realizar de 23 a 27 de setembro referendos para decidirem sobre a sua anexação pela Rússia, anunciaram hoje as autoridades locais.

Com Lusa