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Estudo confirma que o predador peixe-leão chegou à costa brasileira e ameaça outras espécies

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Estudo confirma que o predador peixe-leão chegou à costa brasileira e ameaça outras espécies

RIO – Naturais da região do Oceano Pacífico, peixes predadores que já ameaçam ecossistemas ao norte do Atlântico agora também se espalham pela costa brasileira. São espécies do peixe-leão, que ostenta listras em seu corpo cercado por espinhos venenosos e pode comprometer, particularmente, colônias de recifes de coral. No Brasil, já foram identificados quatro registros do animal marinho, um deles ao redor do Arquipélago de Fernando de Noronha.

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As novas descobertas são de uma equipe internacional de pesquisa, que inclui a Academia de Ciências da Califórnia, e foram publicadas na revista científica Biological Invasions. O estudo discute como o peixe-leão chegou ao Brasil, além de buscar formas de conter sua disseminação para preservar a riqueza biológica nativa.

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O peixe invasor rapidamente pode afetar os ecossistemas locais e se dispersar. Além disso, pela falta de predadores naturais, por ter um estilo de caça único e pela reprodução constante, a expansão da espécie costuma ocorrer de forma mais veloz do que com outros predadores marinhos. Por isso, há grande preocupação com sua presença no Brasil e, principalmente, nas águas de Fernando de Noronha.

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Leia mais: De olho na biodiversidade marinha: projeto da prefeitura vai monitorar o ecossistema do litoral carioca

O primeiro peixe-leão identificado no país foi fotografado, ainda em 2015, por um mergulhador, que alertou pesquisadores. Onze meses depois, o predador foi novamente encontrado, confirmando a expansão no país. Daí em diante, foram mais três rastreados: dois em recifes de coral profundos e um ao redor do arquipélago da Região Nordeste.

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Uma das partes mais importantes da pesquisa é entender como ocorre a chegada dos peixes-leão ao Brasil. Entre as hipóteses consideradas, estão um trânsito natural por meio de corais profundos vindos do Caribe, ao longo de correntes marítimas ou mesmo por interferência de seres humanos

Pesquisador brasileiro Luiz Rocha é um dos autores do estudo que busca entender como o peixe-leão chega ao Brasil Foto: Academia de Ciências da Califórnia  

No Atlântico Sul, a presença dos invasores é uma novidade, segundo o pesquisador brasileiro Luiz Rocha, coautor do estudo

RIO – Naturais da região do Oceano Pacífico, peixes predadores que já ameaçam ecossistemas ao norte do Atlântico agora também se espalham pela costa brasileira. São espécies do peixe-leão, que ostenta listras em seu corpo cercado por espinhos venenosos e pode comprometer, particularmente, colônias de recifes de coral. No Brasil, já foram identificados quatro registros do animal marinho, um deles ao redor do Arquipélago de Fernando de Noronha.

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As novas descobertas são de uma equipe internacional de pesquisa, que inclui a Academia de Ciências da Califórnia, e foram publicadas na revista científica Biological Invasions. O estudo discute como o peixe-leão chegou ao Brasil, além de buscar formas de conter sua disseminação para preservar a riqueza biológica nativa.

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O peixe invasor rapidamente pode afetar os ecossistemas locais e se dispersar. Além disso, pela falta de predadores naturais, por ter um estilo de caça único e pela reprodução constante, a expansão da espécie costuma ocorrer de forma mais veloz do que com outros predadores marinhos. Por isso, há grande preocupação com sua presença no Brasil e, principalmente, nas águas de Fernando de Noronha.

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Leia mais: De olho na biodiversidade marinha: projeto da prefeitura vai monitorar o ecossistema do litoral carioca

O primeiro peixe-leão identificado no país foi fotografado, ainda em 2015, por um mergulhador, que alertou pesquisadores. Onze meses depois, o predador foi novamente encontrado, confirmando a expansão no país. Daí em diante, foram mais três rastreados: dois em recifes de coral profundos e um ao redor do arquipélago da Região Nordeste.

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Uma das partes mais importantes da pesquisa é entender como ocorre a chegada dos peixes-leão ao Brasil. Entre as hipóteses consideradas, estão um trânsito natural por meio de corais profundos vindos do Caribe, ao longo de correntes marítimas ou mesmo por interferência de seres humanos

Pesquisador brasileiro Luiz Rocha é um dos autores do estudo que busca entender como o peixe-leão chega ao Brasil Foto: Academia de Ciências da Califórnia  

No Atlântico Sul, a presença dos invasores é uma novidade, segundo o pesquisador brasileiro Luiz Rocha, coautor do estudo.

Agora que sabemos que eles estão aqui, é fundamental descobrirmos como chegaram e trabalhar com as comunidades locais para manter a população sob controle. Se não for controlado, o peixe-leão pode ter um grande impacto nas espécies locais, especialmente aquelas que existem apenas nos recifes que cercam as ilhas oceânicas do Brasil – diz Rocha

PUBLICIDADE – A chegada do peixe-leão às ilhas oceânicas do Brasil é especialmente preocupante. Esses ecossistemas únicos têm um grande número de espécies endêmicas não encontradas em nenhum outro lugar da Terra, tornando-os muito mais sensíveis a impactos adversos – completa a coautora do estudo Clara Buck

Espinhos e listras são marcas predominantes dos peixes-leões, coletados para o estudo Foto: Clara Buck Produto comum no comércio de aquários, a espécie Scorpaenidae pode ter sido introduzida em águas brasileiras por interferência humana. É uma das suspeitas do estudo: que o peixe-leão foi retirado do Caribe e comercializado para o Brasil, antes de ser solto no mar de forma irresponsável. Segundo a pesquisa, inclusive, é provável que a invasão do peixe-leão, vindo do Pacífico, ao Norte do Oceano Atlântico tenha começado dessa forma

Desde sua chegada à região, há menos de 30 anos, o predador se tornou rapidamente uma das espécies invasoras que mais se proliferaram. O impacto foi sentido especialmente nos ecossistemas marinhos da costa a nordeste dos Estados Unidos e nas ilhas do Caribe, ameaçando sua biodiversidade

Para controlar a invasão no Brasil, os pesquisadores pedem a ajuda de comunidades locais e do Governo Federal com a captura das espécies e com alertas aos pescadores e mergulhadores. Embora seja difícil erradicar totalmente a população de Scorpaenidae, manter seu número baixo pode ajudar a ganhar tempo para a adaptação da biodiversidade local

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